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Introdução alimentar: o que muda após um ano?

Introdução alimentar: o que muda após um ano?

Esperar até o 1 ano para oferecer alimentos com potencial alergênico (como peixe, ovo, morango) é uma prática ultrapassada, mas existem alguns alimentos que devem sim esperar.

É o caso do mel e do leite de vaca. Vamos falar sobre isso?

Os derivados do leite de vaca podem ser introduzidos na dieta a partir dos 12 meses. Você sabe quais são os motivos para esperar?
1. O leite de vaca possui uma quantidade inadequada de aminoácidos e proteínas em relação ao leite materno
2. Pode sobrecarregar os rins pela alta concentração de sódio, potássio, fósforo e cloreto
3. Possui quantidades insuficientes de carboidratos e ácidos graxos essenciais, de vitaminas e outros minerais. Sendo incompleto para o bebê.
4. É um alimento extremamente alergênico e sua exposição precoce está relacionada à APLV e alergias na pele
5. Pode predispor anemia. Além de ter baixa concentração de ferro absorvido pelo organismo, ele interfere na absorção de ferro de outros alimentos. Outro fator relacionado à anemia é o sangue oculto nas fezes derivado da exposição precoce ao leite de vaca
Passado o período de um ano, o organismo está maduro e mais preparado para receber este alimento, que somado a uma alimentação variada é um ótimo aliado!

Como começar? Devagarzinho, oferecendo iogurte natural ou batido com fruta (não há necessidade de adoçar), um queijo branco (minas, ricota) e  adicionando leite em preparações como bolos e biscoitos.

Pode comer em qualquer horário? Não! Evite que seja perto das refeições principais (almoço e jantar) porque o leite de vaca interfere na absorção de ferro dos outros alimentos. Momentos ideais: café da manhã e lanche da tarde.

Fique atento ao rótulo dos alimentos. O melhor iogurte contém apenas dois ingredientes (leite e fermento), o mesmo ocorre com o requeijão (o melhor tem menos ingredientes)

 

Não há, entretanto, a necessidade de incluir com urgência estes alimentos em bebês que são amamentados. Fica apenas a segurança de que, caso queira, o bebê já pode ingerir estes alimentos.

E o mel?

A recomendação oficial orienta esperar o primeiro aniversário para introduzir mel. O motivo considera apenas o grande risco de intoxicação, causada pela bactéria Clostridium botulinum. O risco de botulismo também está presente nas crianças e adultos, mas a forma mais grave ocorre quando o sistema imune ainda não está bem desenvolvido, que é o caso dos bebês menores de um ano.
Entretanto, eu opto por orientar a introdução do mel tão tarde quanto a do açúcar
Apesar de conter mais vitaminas que o açúcar refinado, este alimento é extremamente doce, e como nos primeiros 2 anos o paladar está em formação, não acho viável a apresentação desse sabor tão cedo. Ele pode, porém, aparecer vez ou outra em uma preparação, cabe aos pais ponderarem como é a alimentação geral da criança, e se necessário, consultar um profissional para uma recomendação individualizada.
O mel pode ser utilizado como tratamento dos sintomas das gripes ou resfriados, pela suas propriedades medicinais. Desta forma, ele não estará prejudicando a formação do paladar, pois será oferecido ocasionalmente em preparações que não visam alimentar.
Lembrando que assim como suco em excesso e alimentos industrializados, o consumo do mel é fator de risco para o desenvolvimento de diabetes e obesidade e a quantidade deve ser limitada, mesmo após os 2 anos.
Mas nutri, como vou adoçar as preparações?  Em geral, crianças que não conhecem açúcar não sentem falta do sabor doce nas comidas. Comem tranquilamente iogurtes sem sabor, pão sem açúcar e leite sem achocolatado. Quando for necessário adoçar, utilize as frutas! Banana madura é uma excelente aliada, bem como as frutas secas (tâmaras, ameixa seca, uva passa e damasco).

 

Nut. Franciele Loss Danemberg – CRN 12928

Instagram @bebedenutri

Facebook/nutrifrancieleloss

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